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Higienizar as mãos é fundamental, mas hidratá-las também é preciso

Adriana Vilarinho

23/03/2020 04h00

iStock

No momento em que vivemos a pandemia de coronavírus, a assepsia e a higienização são as principais formas de prevenção ao vírus. A lavagem com mais frequência das mãos, que entram diretamente em contato com superfícies e objetos que podem estar contaminados por vírus e bactérias, e o uso de álcool em gel, quando da impossibilidade de higienizá-las com água e sabão, são uma medida importantíssima para o controle das infecções.

O procedimento de lavagem de mãos, da forma recomendada pelos órgãos de saúde, é simples e leva cerca de 20 segundos. Vale lembrar que é de suma importância higienizar os dorsos das mãos e as áreas entre os dedos, assim como os pulsos e até antebraços.

Na impossibilidade de lavar as mãos adequadamente, o álcool em gel pode funcionar como um aliado, pois apresenta rápida ação e excelente atividade contra os microrganismos nocivos à saúde. Isso sem falar na praticidade, já que pode ser levado em pequenas embalagens em bolsas e mochilas para todo lugar.

De acordo com a Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária), soluções alcoólicas entre 60 e 80% são mais efetivas. Álcoois em concentrações mais altas, por sua vez, são menos potentes, pois as proteínas não se desnaturam com facilidade na ausência de água.

Tão importante quanto higienizar as mãos, é hidratá-las. Lavar as mãos excessivamente, assim como utilizar o álcool 70 ou 96 com maior frequência, pode ressecar a pele causando fissuras e rachaduras, porta de entrada para outro tipo de contaminação: a contaminação por bactérias.

Além disso, no Brasil, a maioria das soluções para a antissepsia das mãos à base de álcool contém etanol, substância que pode ser nociva à pele. Porém, quando associadas a emolientes (como o glicerol) tendem a causar menos irritação.

Por isso, para evitar qualquer desconforto, lembre-se de utilizar cremes e hidratantes adequados para as mãos, sempre que possível. No caso do uso do álcool em gel, é necessário aguardar a secagem total do produto para utilizar o hidratante. Caso não possa realizar a hidratação após o processo de higienização, há cremes específicos que podem ser recomendados por um dermatologista, que utilizados à noite, permitem que a pele se mantenha hidratada durante as horas de sono.

Além de todos os cuidados com a assepsia e a hidratação das mãos, é importante lembrar que manter as unhas mais curtas também ajuda na prevenção. Ao mantê-las menores, o acúmulo de sujidade no espaço entre a unha e a pele diminui, reduzindo o risco de transmissão de doenças.

Sobre a autora

Adriana Vilarinho é graduada pela Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, especialista em dermatologia pela Associação Brasileira de Medicina e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da qual é membro. Também faz parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e da American Academy of Dermatology.

Sobre o blog

O que a gente chama de beleza é o reflexo da saúde. Uma pele bonita é uma pele saudável, cabelos bonitos são cabelos saudáveis e por aí afora. Este é o espaço para quem busca orientações dermatológicas confiáveis, sempre visando o bem-estar, com dicas que muitas vezes podem ser até bem simples e descomplicadas, mas que são sempre baseadas na experiência médica.

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