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Quer remover uma tatuagem? Lasers são seguros e uma boa opção

Adriana Vilarinho

10/02/2020 04h00

iStock

Quem já fez uma tatuagem e não ficou muito feliz com o resultado, ou mudou o estilo de vida e o desenho não combina mais? Casos assim acontecem com frequência e, por mais que o desconforto exista, há como remover os rabiscos da pele com a tecnologia a laser.

O mecanismo de ação do laser acontece pela emissão de raios direcionados ao pigmento, em disparos com fração de nanossegundos ou picossegundos, que ao absorver a luz emitida desintegra-se em micropartículas, que aos poucos serão reabsorvidas pelo organismo.

Durante a avaliação pelo dermatologista para remoção de tatuagem alguns fatores são levados em consideração, como a qualidade da tinta utilizada, o tempo que o desenho foi feito, a cor do pigmento, entre outros. Por isso, o número de sessões para atingir o resultado desejado pode variar para cada paciente.

Em alguns casos, pode ser necessária a associação de mais de um tipo de laser para melhora da cicatrização e remoção da cor, já que tatuagens coloridas são mais difíceis de tratar. Extremidades, como braços, pés e mãos, independentemente da cor do pigmento, costumam ter uma resposta mais lenta às sessões a laser, por isso, paciência é fundamental.

Pessoas com antecedentes de queloide precisam de atenção redobrada com a pele, pois alguns indivíduos podem apresentar o desenvolvimento de cicatrizes hipertróficas em locais de aplicação de laser. Assim, é imprescindível a avaliação do dermatologista para análise diagnóstica, indicação do tratamento adequado e para avaliar os riscos da terapêutica proposta. Outras doenças de pele como vitiligo, psoríase e algumas doenças autoimunes podem ser contraindicações relativas ao uso de laser para remoção de tatuagem.

Tatuagens cosméticas e estéticas, como micropigmentação de sobrancelhas e lábios, também podem ser retiradas com o uso de lasers. O clareamento nessas regiões apresenta bom resultado, porém os pelos no local podem ficar transitoriamente mais claros. Conversar com o dermatologista sobre as expectativas e tecnologias existentes no mercado é a melhor opção antes de iniciar qualquer tratamento.

Sobre a autora

Adriana Vilarinho é graduada pela Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, especialista em dermatologia pela Associação Brasileira de Medicina e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da qual é membro. Também faz parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e da American Academy of Dermatology.

Sobre o blog

O que a gente chama de beleza é o reflexo da saúde. Uma pele bonita é uma pele saudável, cabelos bonitos são cabelos saudáveis e por aí afora. Este é o espaço para quem busca orientações dermatológicas confiáveis, sempre visando o bem-estar, com dicas que muitas vezes podem ser até bem simples e descomplicadas, mas que são sempre baseadas na experiência médica.

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