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Tratamentos pós-parto: o que é possível fazer sem prejudicar amamentação

Adriana Vilarinho

02/12/2019 04h00

Crédito: iStock

O bebê nasceu! Com o final do período da gravidez, muitas dúvidas novas surgem E agora, o que posso ou não fazer para manter a pele saudável sem prejudicar a amamentação?

É muito frequente que surjam estrias em seios, abdome e quadril durante a gestação, mas na fase de amamentação, já podem ser usados cremes específicos e alguns produtos à base de ácidos de uso tópico para tratamentos dessas lesões. Além disso, também já é possível tratá-las com Luz Intensa Pulsada e Lasers. Quanto mais cedo forem tratadas, ainda na fase em que estão avermelhadas, melhor!

Se seu parto foi por cesariana, também é possível instituir alguns tratamentos para a cicatriz, para que fique mais clara e discreta. Dependendo do exame clínico podem ser prescritos cremes e silicones para uso domiciliar e conforme a indicação médica podem também ser aplicadas infiltrações tópicas com medicamentos ou lasers em consultório dermatológico.

Muitas mulheres reclamam da aparência cansada e de manchas que surgem na face durante a gestação (o temido melasma) e algumas sentem falta dos tratamentos dermatológicos que faziam anteriormente à gravidez, já que muitos procedimentos são proibidos nessa fase. Amamentando, é possível tratar as manchas, assim como fazer procedimentos como toxina botulínica e preenchimento com ácido hialurônico, lasers, radiofrequência microagulhada e ultrassom microfocado.

Para os cabelos, é possível que haja maior queda dos fios, por volta de 2 a 3 meses após o parto, por conta da diminuição hormonal, quando o ciclo dos fios volta ao normal. Isso é fisiológico, é esperado.

 Conforme a avaliação do dermatologista, podem ser usadas loções capilares, bem como realizadas aplicações de lasers ou injeção local de algumas vitaminas para ajudar a fortalecer os fios, além de melhorar a textura os cabelos.

Muitas tecnologias podem ser utilizadas nos protocolos pós-parto para auxiliar no combate à flacidez, mas algumas pedem um intervalo de 6 meses. Converse com seu dermatologista sobre o melhor tratamento para as suas necessidades. 

Sobre a autora

Adriana Vilarinho é graduada pela Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, especialista em dermatologia pela Associação Brasileira de Medicina e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da qual é membro. Também faz parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e da American Academy of Dermatology.

Sobre o blog

O que a gente chama de beleza é o reflexo da saúde. Uma pele bonita é uma pele saudável, cabelos bonitos são cabelos saudáveis e por aí afora. Este é o espaço para quem busca orientações dermatológicas confiáveis, sempre visando o bem-estar, com dicas que muitas vezes podem ser até bem simples e descomplicadas, mas que são sempre baseadas na experiência médica.

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