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Sarna, piolho, verruga: veja problemas comuns em crianças após as férias

Adriana Vilarinho

02/09/2019 04h00

Crédito: iStock

Durante o período de férias escolares é comum as crianças realizarem mais atividades ao ar livre ou visitar locais com maior fluxo de pessoas, como parques e museus, além das viagens em família. Nessa época o contato frequente com outras crianças pode aumentar a ocorrência de algumas doenças de pele, cabelos e unhas e, por isso, é preciso atenção.

Na volta às aulas e atividades de rotina é possível que algumas doenças sejam transmitidas com maior frequência à outras crianças. Conheça algumas das principais doenças de pele contagiosas e saiba como preveni-las:

 Molusco Contagioso

Muito comum entre os pequenos, o "molusco" pode ser confundido com pequenas "espinhas" ou pápulas (bolinhas) brancas de gordura, e podem espalhar-se facilmente. É uma infecção causada por vírus e a forma de contágio é pelo contato direto. É recomendado não coçar ou manipular as lesões, que devem ser avaliadas por um dermatologista, para indicar o tratamento adequado para o caso.

 Escabiose (sarna humana)

Outra doença que acontece pelo contato direto com o portador e/ou por meio de roupas e objetos contaminados. As lesões apresentam-se como escarificações na pele ou pequenas crostas isoladas, que coçam bastante, principalmente à noite. É importante ressaltar que animais como gato e cachorro não transmitem a sarna humana.

Verrugas

Causadas pelo papilomavírus humano (HPV), apresentam-se como proliferações benignas na pele e costumam não apresentar sintomas. O aspecto varia de acordo com o local infectado, mas frequentemente são vegetantes (com "aspecto de couve-flor"), ásperas e da cor da pele, mas também podem ser planas, macias e escuras. A melhor forma de prevenir a transmissão, é evitar o contato com pessoas e objetos infectados. É importante consultar um dermatologista para que seja realizado o tratamento adequado às lesões.

 Pediculose (piolho)

A pediculose é causada por parasitas que vivem e se reproduzem na superfície da pele e dos pelos. A transmissão acontece pelo contato direto com o paciente infestado e o principal sintoma é a coceira, que quando muito intensa pode até provocar ferimentos. Para prevenir, deve-se evitar compartilhar escovas, pentes, roupas, bonés e toalhas. Os piolhos se proliferam principalmente em locais úmidos, por isso, sempre que possível, é bom evitar que a criança frequente a escola de cabelo molhado. Dermocosméticos, como shampoos ou loções, costumam sem utilizados no tratamento, porém, há casos em que é necessário o uso de medicamentos orais, recomendados por especialista.

A prevenção é a melhor forma de evitar doenças de pele. Em caso de qualquer dúvida ou sintoma, consulte um dermatologista.

Sobre a autora

Adriana Vilarinho é graduada pela Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, especialista em dermatologia pela Associação Brasileira de Medicina e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da qual é membro. Também faz parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e da American Academy of Dermatology.

Sobre o blog

O que a gente chama de beleza é o reflexo da saúde. Uma pele bonita é uma pele saudável, cabelos bonitos são cabelos saudáveis e por aí afora. Este é o espaço para quem busca orientações dermatológicas confiáveis, sempre visando o bem-estar, com dicas que muitas vezes podem ser até bem simples e descomplicadas, mas que são sempre baseadas na experiência médica.

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