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Blog da Adriana Vilarinho

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Usar sapatos fechados por muito tempo causa micose. Evite o problema

Adriana Vilarinho

26/03/2018 12h29

micose nos pés

Crédito: iStockA micose de pele é uma doença causada pela presença de fungos, que provoca coceira, vermelhidão e descamação. Ela pode atingir diversas regiões do corpo e é mais frequente em épocas quentes, pois o calor e o suor favorecem a multiplicação dos fungos que habitam a pele, causando a infecção. Os fungos precisam de ambientes quentes e úmidos para se proliferar.

Existem vários tipos de micoses de pele, que podem ser classificadas dependendo da área afetada e do fungo que está na sua origem.

A "frieira", também conhecida como "pé de atleta" ou Tinea pedis, é um tipo de micose que surge principalmente entre os dedos dos pés, embora também possa acontecer na planta dos pés, entre os dedos das mãos e na virilha.

A área afetada pode coçar muito, descamar e ficar esbranquiçada ou com vermelhidão e mau cheiro.

Uma pessoa pode adquirir micoses nos pés por meio do contato direto com um indivíduo ou objetos contaminados como sapatos ou meias, ou até mesmo ao pisar descalço no chão molhado de vestiários, piscinas e saunas.

 

Os principais sinais e sintomas são:

  • Coceira, descamação, vermelhidão ou esbranquiçamento da região;
  • Rachaduras na pele;
  • Ardor local;
  • Odor característico.

Uma mesma pessoa pode apresentar micoses de pele várias vezes na vida. Portanto, medidas de prevenção são importantes.

Como prevenir:

  • Evitar usar sapatos fechados sem meias de algodão;
  • Evitar sudorese nos pés. Após a prática de exercícios, lave os pés e troque as meias e os calçados úmidos;
  • Deixar sapatos fechados expostos ao sol;
  • Tomar banho em banheiros públicos com chinelos;
  • Secar muito bem os pés, principalmente a região entre os dedos, com uma toalha felpuda ou secador de cabelos, antes de usar qualquer calçado;
  • Mantenha as unhas sempre curtas e limpas;
  • Não compartilhe meias e sapatos com outras pessoas.

Como tratar:

O tratamento deve sempre ser acompanhado por um médico e consiste geralmente na aplicação de cremes ou pomadas antifúngicas, porém, em alguns casos, os sintomas podem não melhorar apenas com o uso de medicação tópica e, por isso, pode ser necessário que o médico prescreva medicamentos orais antifúngicos.

Sobre a autora

Adriana Vilarinho é graduada pela Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, especialista em dermatologia pela Associação Brasileira de Medicina e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da qual é membro. Também faz parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e da American Academy of Dermatology.

Sobre o blog

O que a gente chama de beleza é o reflexo da saúde. Uma pele bonita é uma pele saudável, cabelos bonitos são cabelos saudáveis e por aí afora. Este é o espaço para quem busca orientações dermatológicas confiáveis, sempre visando o bem-estar, com dicas que muitas vezes podem ser até bem simples e descomplicadas, mas que são sempre baseadas na experiência médica.