PUBLICIDADE

Topo

Histórico

Hiperhidrose: o que é e como tratar a produção excessiva de suor

Adriana Vilarinho

18/11/2019 04h00

Crédito: iStock

A hiperhidrose caracteriza-se pela produção excessiva de suor pelas glândulas sudoríparas. Acomete cerca de 1 a 5% da população de ambos os sexos, sendo frequente o paciente apresentar histórico familiar.

A forma primária é a mais comum, com início dos sintomas geralmente na infância ou adolescência, ou mais raramente, pode estar associada a outras condições (forma secundária) como ingestão de determinados medicamentos, infecções, ou outras comorbidades.

Os sintomas podem manifestar-se em áreas como palmas das mãos, plantas dos pés, couro cabeludo, axilas e virilha ou apresenta-se na forma generalizada – em que acomete várias regiões do corpo. Geralmente piora nas épocas mais quentes do ano, após esforço físico e principalmente em situações de estresse, melhorando no período da noite durante o sono.

A umidade excessiva, principalmente em regiões como pés e virilha, pode potencializar o crescimento de fungos e bactérias, além de molhar e manchar as roupas. Compromete a qualidade de vida de forma significativa, principalmente quando localizada nas mãos, causando prejuízo ao convívio social.

A hiperhidrose é uma queixa frequente no consultório de Dermatologia e o tratamento depende da idade, localização e intensidade dos sintomas.  Medicamentos tópicos, indicados por um especialista, podem ser utilizados com o intuito de reduzir a produção de suor nas glândulas sudoríparas locais.

Mas há ainda outros tratamentos e procedimentos que podem atenuar os incômodos causados por esse distúrbio:

  • Anticolinérgicos – são medicamentos que podem ser utilizados na forma generalizada da hiperhidrose, quando áreas muito extensas são acometidas;
  • Iontoforese – tratamento que utiliza um aparelho elétrico e tem como função inibir a produção de suor pelas glândulas sudoríparas, por meio de correntes iônicas. É uma opção para tratar casos em que não se obteve sucesso apenas com o tratamento tópico;
  • Toxina botulínica – opção de tratamento para áreas localizadas, através da aplicação da toxina botulínica nos locais afetados, com controle dos sintomas por cerca de 6 a 8 meses. Age bloqueando os estímulos nervosos para as glândulas sudoríparas de forma temporária;
  • Cirurgia Simpatectomia – para as formas resistentes aos outros tratamentos ou nos casos com grande impacto na qualidade de vida do paciente.
  • Curetagem aspirativa de glândulas sudoríparas na região axilar – cirurgia minimamente invasiva que consiste na retirada das glândulas sudoríparas locais em procedimento similar à lipoaspiração.

A medicina possui diversos recursos e tecnologias em prol do bem-estar e saúde do paciente. Consulte seu dermatologista e converse sobre o tratamento mais adequado ao seu caso.

Sobre a autora

Adriana Vilarinho é graduada pela Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, especialista em dermatologia pela Associação Brasileira de Medicina e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da qual é membro. Também faz parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e da American Academy of Dermatology.

Sobre o blog

O que a gente chama de beleza é o reflexo da saúde. Uma pele bonita é uma pele saudável, cabelos bonitos são cabelos saudáveis e por aí afora. Este é o espaço para quem busca orientações dermatológicas confiáveis, sempre visando o bem-estar, com dicas que muitas vezes podem ser até bem simples e descomplicadas, mas que são sempre baseadas na experiência médica.

Blog da Adriana Vilarinho