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Blog da Adriana Vilarinho

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Pele infantil e as principais recomendações no dia a dia e férias escolares

Adriana Vilarinho

2025-06-20T18:04:10

25/06/2018 04h10

A pele das crianças tem uma textura mais fina, delicada e sensível, sendo mais suscetível às agressões externas, tais como a exposição solar, poluição e mudanças climáticas. Por isso, os cuidados precisam ser ainda maiores, principalmente quanto ao uso de dermocosméticos, que devem ser específicos para esse público.

Isso porque o uso de qualquer produto que não seja infantil –como perfumes, maquiagem e cremes–pode ocasionar reações alérgicas. Assim, é importante ter muito cuidado.

O banho deve ser diário, com sabonete suave e água morna. A temperatura deve estar em torno de 36 a 37º C, e o momento deve ser rápido, para evitar o ressecamento da pele. Após o banho, deve-se retirar o excesso de água com uma toalha, secando bem os pés, entre os dedos e as juntas, para prevenir infecções fúngicas. Além disso, quando na praia ou piscina, evitar permanecer com trajes de banho e tênis molhado.

A pele das crianças, especialmente dos bebês, é muito sensível e pode queimar facilmente, causando queimaduras ou danos irreversíveis na pele, como fotoenvelhecimento e câncer. Sei que pode parecer exagero, mas está longe disso.

A incidência de câncer de pele aumenta ano após ano e a principal causa é a exposição solar, sendo que as queimaduras que ocorrem na infância são fatores muito significativos para o aparecimento dele na idade adulta.

No entanto, o uso de protetor solar é indicado apenas acima dos seis meses de idade. Entre seis meses e cinco anos, a recomendação é utilizar filtros solares infantis, que geralmente contêm menos substâncias químicas capazes de sensibilizar a pele da criança. O filtro solar ideal é o que protege da radiação UVA e UVB, tem no mínimo FPS 30.

O produto deve ser reaplicado regularmente, sempre a cada duas horas, depois que a criança sai da água ou quando ela sua muito. O uso de roupas com proteção solar também é muito indicada nessa faixa etária.

Sai, mosquito!

Assim como acontece com o protetor solar, os repelentes só podem ser usados em bebês acima dos seis meses de idade. Antes disso, a única forma de evitar os insetos é com o uso de roupas com mangas longas e calças compridas, além de telas protetoras.

Após essa idade, os repelentes mais indicados são à base de DEET e Icaridina, que protegem também contra o mosquito Aedes aegypti, transmissor da Dengue, Zika e Chikungunya, e podem ser aplicados até três vezes ao dia. É recomendado evitar aqueles que já venham com hidratantes ou proteção solar em sua composição, pois essas associações reduzem a eficácia do produto. Também existe uma regra: é melhor aplicar o protetor solar primeiro e, após 20 minutos, passar o repelente.

Não é obrigatório o uso de hidratantes após a exposição solar, mas seu uso ajuda a pele a se recuperar mais rapidamente, além de evitar o ressecamento. Dê preferência aos hidratantes à base de água ou aloe vera, que têm propriedades calmantes.

Outra dica importante para as férias é evitar o contato direto com frutas cítricas – como limão, laranja e maracujá, que podem ocasionar queimaduras quando a pele é exposta ao sol. Então, caso a criança consuma esse tipo de fruta, lave bem as mãos e o rosto dela logo após.

Algumas afecções também são mais comuns no calor, como as brotoejas, por exemplo. Quer saber mais? Converse com seu dermatologista!

Sobre a autora

Adriana Vilarinho é graduada pela Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, especialista em dermatologia pela Associação Brasileira de Medicina e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da qual é membro. Também faz parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e da American Academy of Dermatology.

Sobre o blog

O que a gente chama de beleza é o reflexo da saúde. Uma pele bonita é uma pele saudável, cabelos bonitos são cabelos saudáveis e por aí afora. Este é o espaço para quem busca orientações dermatológicas confiáveis, sempre visando o bem-estar, com dicas que muitas vezes podem ser até bem simples e descomplicadas, mas que são sempre baseadas na experiência médica.