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Blog da Adriana Vilarinho

Profunda, arroxeada ou castanha: como tratar cada tipo de olheira

Adriana Vilarinho

18/12/2017 04h00

Cada vez mais, o tratamento de olheiras tem sido pauta frequente no consultório dermatológico. Para o tratamento adequado, é importante diagnosticar a causa da olheira, o que interfere diretamente na escolha do tipo de tratamento.

Confira as principais causas das olheiras e acompanhe algumas sugestões de tratamentos:

Olheira profunda ou estrutural – Geralmente de causa genética, ocorre por falta de tecido na região, formando uma sombra na goteira lacrimal, o que deixa o aspecto de "olhos fundos". Pessoas que emagrecem muito podem também apresentar esse tipo de olheira e algumas pessoas com o envelhecimento tem perda de massa óssea, o que acaba por também deixar esse sulco mais pronunciado. O tratamento mais adequado para esses casos é o preenchimento com ácido hialurônico, que corrige a depressão na goteira lacrimal e deixa com aspecto bem natural.

Olheira com componente vascular – De coloração mais arroxeada, azulada ou avermelhada ocorre por um aumento da vascularização local ou por depósito de hemossiderina (um componente da degradação das hemácias). Pioram com cansaço, com a alteração da circulação local e são mais visíveis quando a pele é muito fina, deixando os vasos dessa região mais aparentes. O tratamento mais indicado para esse tipo é realizado com lasers que atingem os vasos – Nd:YAG ou Dye Laser. Pode ser realizado preenchimento com ácido hialurônico em pacientes que tenham pele muito fina nessa região. Podem ser utilizados cremes com substâncias que ativem a circulação local, como cafeína, nodema, ginkgo biloba.

Olheira com componente pigmentar – De coloração mais castanha, ocorre por deposição de melanina (pigmento) na pele. Tem também tendência genética, mais frequente em pacientes com pele morena e é muito comum em pacientes com antecedente de rinite (alérgicos). O tratamento desse tipo de olheiras pode ser feito com cremes que possuam substâncias clareadoras como alfa arbutin, ácido tranexâmico, ácido tioglicólico e além disso podem ser feitos peelings seriados ou lasers que atingem o pigmento como a luz intensa pulsada, QSwitched Nd:YAG ou mais atualmente o laser de Picosegundos. Se houver flacidez da pele associada pode ser realizado laser de CO2 ou microagulhamento com radiofrequência local com drug delivery de substâncias clareadoras.

Olheira mista – Tipo mais comum de olheira, é uma combinação dos subtipos listados acima. Nesses casos a combinação de tratamentos é a melhor opção.

Procure seu dermatologista.

** Este texto não reflete, necessariamente, a opinião do UOL

Sobre a autora

Adriana Vilarinho é graduada pela Faculdade de Medicina do ABC, em São Paulo, especialista em dermatologia pela Associação Brasileira de Medicina e pela Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD), da qual é membro. Também faz parte da Sociedade Brasileira de Cirurgia Dermatológica (SBCD) e da American Academy of Dermatology.

Sobre o blog

O que a gente chama de beleza é o reflexo da saúde. Uma pele bonita é uma pele saudável, cabelos bonitos são cabelos saudáveis e por aí afora. Este é o espaço para quem busca orientações dermatológicas confiáveis, sempre visando o bem-estar, com dicas que muitas vezes podem ser até bem simples e descomplicadas, mas que são sempre baseadas na experiência médica.

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